domingo, 20 de dezembro de 2009

O Livro de Haicais

Coletânea de textos escritos na forma poética de origem japonesa pelo escritor e tradutor Mario Quintana (1906-94). Os poemas de três versos revelam a ironia e a suavidade do autor gaúcho. Ilustrações de Roberto Negreiros. Ronald Brito (org.).
Ed. Globo (tel. 0/ xx/11/ 3767-7400). 90 págs., R$ 40.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Perfil - Filipe Lazarini

Filipe Lazarini é redator, formado em propaganda pelo mackenzie, e trabalha em uma agência de publicidade. Alguns de seus inteligentes e divertidos trabalhos podem ser conferidos no link: http://filipelazarini.blogspot.com/

Além disso, nosso colega Filipe também tem um irreverente blog, chamado "A verdade às vezes está no que você não consegue entender": http://www.rumoao14bis.zip.net/

Decidiu fazer mestrado em Comunicação e Semiótica para entrar de cabeça nas novas mídias, estudá-las e tentar fazer disso um futuro trabalho. Ele está no 1o semestre e sua orientadora é a LÚcia Leão. O tema de sua pesquisa é "A propaganda interativa e o uso do videogame como mídia."

Apontamento e Anotações - aula do dia 13/10

Nesta aula falamos sobre o capítulo 3 do Livro "A Estética do Labirinto": poética dos espelhos.

Mais precisamente falamos sobre os "mundos invertidos": o espelho inverte a realidade? Pergunta polêmica sugerida por Umberto Eco.

Para Eco os espelhos não invertem nada, nossa fantasia de entrar no espelho é que nos faz ver o reflexo como algo invertido.

"O espelho reflete a direita exatamente onde está a direita, e a esquerda exatamente onde está a esquerda É o observador que, por identificação, imagina ser o mesmo homem dentro do espelho, e olhando-se percebe que usa, por exemplo, o relógio no pulso direito. O fato é que usaria se ele, o observador, fosse aquele que está dentro do espelho."

Falamos então sobre a forma como nos vemos no espelho x a forma como o outro nos vê: a nossa forma de nos ver no espelho é somente nossa, ninguém mais a vê! É mais ou menos o que acontece com nossa voz: só nós nos ouvimos como ouvimos e é difícil saber como os outros nos ouvem...

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

II Encontro Transdisciplinar História e Comunicação - SÉRIES URBANAS: CONFLITO E MEMÓRIA

II Encontro transdisciplinar História e Comunicação
SÉRIES URBANAS: CONFLITO E MEMÓRIA


Dias 3 e 4 de dezembro de 2009.
Local: Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

Promovido por:
Grupo de Pesquisa Comunicação e Cultura: Barroco e Mestiçagem – PUC-SP
Núcleo de Estudos de História Social da Cidade (NEHSC) – PUC-SP

Aberto ao público, com emissão de certificados de participação como ouvinte e de apresentação de trabalho. Para ouvinte, não precisa inscrição prévia.

Programação:

Dia 3/12, quinta-feira – Abertura - Das 14h às 15h30min

Exposições
 O CORPO E A CIDADE – Professora Doutora Helena Katz (PUC-SP).
(das 14h às 14h30min)
 CIDADE, MEMÓRIA E LITERATURA – Professora Doutora Yvone Dias Avelino (PUC-SP).
(das 14h30min às 15h)
 Debate
(das 15h às 15h30min)
Mediador: Professor Doutor Amalio Pinheiro (PUC-SP).
Local: auditório superior do TUCA.

15h30min - Lançamento do livro “O MEIO É A MESTIÇAGEM”, de Amálio Pinheiro (org).

Dia 4/12, sexta-feira – Apresentação de trabalhos – Das 9h às 17h

- Grupo temático 1: COMUNICAÇÃO, CULTURA URBANA E MESTIÇAGEM.
Das 9h às 12h - Sala 522.
- Grupo temático 2: ARTE, MÍDIA E BARROCO.
Das 14h às 17h - Sala 522.
- Grupo temático 3: CIDADE, HISTÓRIA E GRUPOS SOCIAIS.
Das 9h às 12h - Sala 508.
- Grupo temático 4: IMAGEM, MEMÓRIA E TRADUÇÃO.
Das 14h às 17h - Sala 508.



Mais informações: clique aqui!

minuto merchandising: natale é felice, rs

O ano não acabou, mas aí vai Mario Quintana.

Quem seríamos?

Veio um instante, partiu de novo,
Leve, sem nome...
Para que nomes? Era azul e voava...
No véu das horas punha o seu motivo.
Partiu. E nem
Ficou sabendo
Como eu acaso me chamava.

Mario Quintana

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Cores

Uma formiguinha atravessa, em diagonal, a página ainda em branco..."(Mario Quintana)

"Visto da terra, o céu é azul.Vista do céu, a terra é azul. Será o azul uma cor em si ou uma questão distancia?"(Clarice Lispector)

"Costurarei calças pretas
com o veludo da minha garganta 
e uma blusa amarela com três metros de poente" (Vladimir Maiacovski,Blusa Amarela,trad Augusto de Campos)

"Verde que te quiero verde.Verde viento. Verdes ramas. El barco sobre la mar y el caballo en la montaña. "(Garcia Lorca,Romance Sonambulo)

"Que se passa? Tua fala se turva de vermelho!" (Sófocles, Antígona, trad de Haroldo de Campos a partir da versão de Hoelderlin)